quinta-feira, 28 de abril de 2011

ROSA BRANCA

ROSA BRANCA



Autor: Zé Renato Rodrigues

Era bem cedo, o galo ainda cantava no poleiro, quando um caboclo se levantava para tomar seu café e depois caminhar para o roçado. A manhã frienta oferecia ao sertanejo muitas lembranças e saudades. O balançar de uma roseira no canto da velha tapera mexia com seu coração, que às vezes arrancava pedaços. Pois foi numa madrugada fria quando há tanto tempo ele fazia uma serenata para a mulher amada, a qual retribuía com um beijo e uma rosa vermelha daquela amiga roseira. Aquela planta inocente formando um tapete de pétalas que o vento jogava ao chão, mostrava um mundo de desespero no amanhecer do sertão, onde vivia aquele pobre camponês desenganado do destino. Tentou tocá-la, mas seus espinhos feriram sua mão. E assim, mais uma lágrima perdida corria no rosto daquele caboclo  solitário.



"NA CALADA DO AMANHECER, UMA VOZ A ESTREMECER"


No silêncio daquele recanto, um bater de palmas o despertava. O sertanejo disse: 
- Quem é?  Uma voz mansa dizia:
- Bom dia, sou eu! Vim para te consolar! O caboclo abriu a porta.  E lá estava: "Um barbudo trajado de roupas brancas". Calmamente aquele homem lhe dizia:
- Não chore. O caboclo  desiludido insistia em dizer:
- Choro porque perdi minha mulher amada. O barbudo andarilho tirou de uma sacola uma rosa branca e disse: 
- Trago do céu onde ela foi morar. É um presente que ela mandou eu trazer a você. Ela também ainda te ama e pediu para que não chore. Naquilo foi sumindo pro espaço, fazendo o sertanejo entender que JESUS CRISTO veio lhe fazer uma visita, e, a mando de sua amada trazendo um símbolo de paz e consolo aos seus dias tristes.  


ABRAÇAR A SAUDADE



Abraçar a saudade


Autor: Zé Renato Rodrigues


Há pessoas no mundo  reclamando 24 hs. Buscando algo que talvez na vida inteira não irão alcançar. As coisas  mais puras o Criador nos  dá gratuitamente: "o sol, o ar que respiramos, a água etc..."  Vamos sonhar e viver o momento em que vivemos. Sonho não tem preço. Devemos sempre sonhar que esse sonho  é uma realidade. Quando pararmos pra pensar que esse sonho não é verdade, que estamos vivendo em busca da felicidade, que buscamos o futuro de algo que nos fez filiz no passado e hoje as lembranças nos ferem sem piedade. Por que não vivermos filizes no presente? Uma vez que o passado não volta; pra que chorar?  Vamos sorrir e abraçar a saudade.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

MUDANÇA




"MUDANÇA"
(Adaptação) -Autor: Zé Renato Rodrigues

Era um amanhecer de sol raiado, mês de setembro, árvores floridas, quando eu passeava num parque, observando a natureza tão linda. Não demorou deparei-me com algo que chamasse minha atenção. Um idoso ao lado de seu filho. Os dois sentados num banco começavam a dialogar.
- Filho, o que é aquilo?
- É um pássaro, pai!
- O que é mesmo?
- Já disse, um pássaro pai!
Passaram-se alguns segundos, o velhinho voltou a perguntar com a voz trêmula, inibida pelos próprios berros de seu filho.
- Filho, o que é aquilo?
- É um pássaro pai! Tire a cera do ouvido, velho surdo!
O velhinho pegou seu cajado, lentamente foi saindo. Enquanto isso, seu filho lia uma revista. Daí vinte minutos aproximadamente o velhinho apareceu com um diário em suas mãos. Com muita calma abriu uma página e disse ao seu filho:

- Leia aqui. Lá estava escrito: "Hoje é dia do aniversário do meu filho. Ele completou três aninhos. Fui ao parque cheio de alegria. Contei nos dedos quantas vezes ele me perguntou: "O que é aquilo papai?” Por onze vezes respondi sorrindo, é um pássaro meu filho! E a cada vez que respondia, eu dava um beijo em sua face, dizendo, te amo meu filho
Disfarçadamente, depois de presenciar esse fato, saí pensando comigo: "Não podemos mudar o mundo, nem o mundo nos mudar. Mas, quem sabe lendo minhas mudas palavras, mude a forma de muita gente pensar. Portanto, mudando a maneira de tratar seu pai, enfim, todos os idosos, que o tempo se encarregou de mudar, uma mudança no mundo pode chegar. E, que essas pessoas mudem enquanto há tempo, porque se ainda jovem para o mundo espiritual não mudarmos, na vida material, para a casa da velhice, um dia todos nós também iremos  mudar.